Caros ouvintes, em nosso vigésimo-quarto programa apresentamos Pique, uma audioficção inédita que se compõe de dez partes. Os textos são de autoria de Andréa Catrópa, que divide a direção com Sérgio Nesteriuk. A trilha é do músico Rafael Agra. As faixas de Pique são: 1) “assassino”, interpretada por Paschoal da Conceição, 2) “mendigo”, com leitura de Dárcio Oliveira, 3) “mulher do interior”, com a atriz Mariana Senne, 4) “homem no bar”, com Renato Consorte, 5) “motorista”, interpretada por Georgette Fadel, 6) “cigana”, interpretada por Mila Ribeiro, 7) “mãe”, com Andréa e Natasha Catrópa, 8) “menino”, com Jorge Forjaz, 9) “tio”, com Luís Marmora e 10) “pai”, com o ator Paschoal da Conceição.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
PROGRAMA 23
O entrevistado e responsável pelas dicas culturais neste programa é Fábio Aristimunho Vargas. Ele nasceu em Ponta Porã (1977) e passou a infância em Foz do Iguaçu. Mestre em Direito Internacional pela USP, atua como poeta e tradutor. É autor do livro de poemas Medianeira (Quinze & Trinta, 2005) e foi um dos organizadores do Tordesilhas: Festival Ibero-Americano de Poesia. Fábio também escreve no blogue Medianeiro: (http://medianeiro.blogspot.com)
No quadro sonar, apresentamos dois poemas sonoros de Philadelpho Menezes: "Encontro amoroso" e "Poema sonoro para sarau".segunda-feira, 4 de agosto de 2008
PROGRAMA Nº 22
Neste programa apresentamos a entrevista que foi gravada pelo poeta Ricardo Domeneck, na Alemanha, respondendo a perguntas que lhe enviamos por e-mail. Ele nasceu na cidade paulista de Bebedouro, em 1977. É autor dos livros Carta aos anfíbios (Editora Bem-Te-Vi, 2005) e A cadela sem Logos (Cosac Naify/7Letras, 2007), e um dos editores da revista Modo de Usar & Co e da Hilda Magazine, que pode ser acessada em http://hildamagazine.net.
Nas dicas culturais, confira as sugestões do poeta paulista Marcos Siscar.
O sonar traz uma adaptação em áudio de um poema sem-título de Angélica Freitas, com leitura de Carol Martins e trilha de Rafael Agra.O programa apresenta também trechos de músicas de Cat Power, Portishead e Radiohead.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
PROGRAMA Nº 21
Nosso entrevistado é o poeta, crítico e tradutor Marcos Siscar. Ele nasceu em 1964, na cidade paulista de Borborema. Formado em Letras pela Unicamp, fez doutorado e pós-doutorado na França e a livre-docência na UNESP, onde atua como professor desde 1996. Como poeta, Siscar publicou os livros Não se Diz (Editora 7Letras,1999); Tome seu café e saia (Editora 7Letras, 2001), Metade da Arte, (Editora Cosac & Naify/7 Letras, 2003); e O Roubo do Silêncio, (Editora7 Letras, 2006). A trilha do programa traz um trecho da "canção IX" (com Monica Salmaso) e as canções "II" (com Verônica Sabino) e "III" (com Maria Bethânia). Todas fazem parte do CD Ode contínua e remota para flauta e oboé, do selo Saravá Discos, que traz poemas de Hilda Hilst musicados pelo maranhense Zeca Baleiro.
domingo, 13 de julho de 2008
PROGRAMA Nº 20

Nosso entrevistado é Reynaldo Damazio. Paulistano, nasceu em 1963. Formou-se
Nas dicas culturais, confira as sugestões de Frederico Barbosa.
O quadro sonar traz a adaptação sonora do poema "Mind the gap", do poeta paulista Marcos Siscar.
A trilha do programa traz trechos de duas faixas do CD Let's play that, de Jards Macalé com participação de Naná Vasconcelos. A primeira, uma parceria de Jards e Torquato Neto, é homônima ao título da obra; a segunda, chama-se "Luz".
PROGRAMA Nº 19
Nosso entrevistado é Frederico Barbosa nasceu em Recife em 1961. Transferiu-se com seus pais em 1967 para a cidade de São Paulo, onde mora até hoje. Crítico e consultor de lite
ratura, escreveu artigos e organizou diversos livros e coleções para jornais e editoras.
Como poeta, Frederico possui sete livros publicados, destacando “Rarefato” (Editora Iluminuras, 1990) e Brasibraseiro (Editora Landy, 2004) com os quais ganhou o Prêmio Jabuti. Atua ainda como diretor da “Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura”, espaço público destinado à reflexão e à divulgação da poesia.
Nas dicas culturais, trazemos as sugestões do poeta Ruy Proença.
O quadro sonar traz adaptação em áudio do poema de Ana Rüsche, “Lugar comum 10: Salomé”.
Trechos de duas faixas do CD “Os Lusíadas”, de Mawaca , compõem a trilha do programa: “Cais” e “Fado”.
PROGRAMA Nº 18
Nossa entrevista neste programa é com Ruy Proença, que nasceu em 1957, na cidade de São Paulo. Ruy é engenheiro de minas, poeta e tradutor. Participou de diversas antologias de poesia, entre as quais Pindorama: 30 poetas de Brasil (Revista Tsé-tsé, nºs 7/8, Argentina, 2000) e Antologia comentada da poesia brasileira do século 21 (Publifolha, 2006). É autor de diversos livros de poesia, como A lua investirá com seus chifres (Giordano, 1996); Visão do térreo (Editora 34, 2007) e o livro de poemas infanto-juvenis de Coisas Daqui (SM, 2007).
Confira as dicas culturais da poeta Ana Rüsche.
No sonar, apresentamos adaptação em áudio do poema “Lascaux”, de Frederico Barbosa.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
PROGRAMA Nº 17
Nest
e programa, nossa entrevistada é a poeta e advogada paulistana Ana Rüsche. Nascida em 1979, publicou os livros de poesia Rasgada (2005) e Sarabanda - Um Caderno de Estudos (Selo Demônio Negro, 2007) .Ainda pelo Selo Demônio Negro publicou seu romance Acordados - fragmentos, contemplado pelo prêmio do PAC - Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
e programa, nossa entrevistada é a poeta e advogada paulistana Ana Rüsche. Nascida em 1979, publicou os livros de poesia Rasgada (2005) e Sarabanda - Um Caderno de Estudos (Selo Demônio Negro, 2007) .Ainda pelo Selo Demônio Negro publicou seu romance Acordados - fragmentos, contemplado pelo prêmio do PAC - Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.Foi publicada em diversas antologias e revistas, entre elas estão: Oitavas (bilíngüe, Selo Demônio Negro, 2006), 8 Femmes (org. Virna Teixeira) e Caos Portátil (bilíngüe, Ed. Billar de Lucrécia, 2007 - México). Ganhou o prêmio Versos Femininos, Programa da Prefeitura de São Paulo, 2004, e foi finalista do Prêmio Nascente - USP, 2007 com o texto “do amor - o dia em que rimbaud decidiu vender armas“.
As dicas culturais ficam por conta do poeta e editor carioca Carlito Azevedo.
No sonar, confira a bela adaptação sonora do poema “Fila”, do poeta paulista Tarso de Melo.
A trilha do programa traz trechos das canções “O doce e o amargo”, “Caixinha de música do João” e “Tercer Mundo ”, dos Secos & Molhados.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
PROGRAMA Nº 16
Fonte: site da Cosac NaifyPara ouvir, clique aqui.
O ent
revistado deste programa é Carlito Azevedo, que nasceu em 1961, na cidade do Rio de Janeiro. Formado em Letras pela UFRJ, recebeu o prêmio Jabuti por seu livro de estréia, Collapsus Linguae (1991). O poeta e editor é também autor de outros quatro livros, dentre os quais se destacam Sob a noite física (1996) e Sublunar, uma antologia lançada em 2001 que reúne uma seleta de 10 anos de produção do autor. Desde 1997, Carlito é também um dos editores da revista Inimigo Rumor, e coordena a coleção de poesia Ás de Colete, fruto de uma parceria entre as editoras Cosac Naify e 7 Letras.
O poeta Heitor Ferraz é o responsável pelas dicas culturais desta semana.
O sonar traz uma adaptação sonora do poema “Santa Tereza”, da poeta carioca Ligia Dabul, e “A rosa púrpura do Cairo”, do poeta Fábio Weintraub.
A trilha do programa apresenta trechos das canções “A cidade”, “Cariocas” e “Canção por acaso”, todas do CD Marítimo, de Adriana Calcanhoto.
revistado deste programa é Carlito Azevedo, que nasceu em 1961, na cidade do Rio de Janeiro. Formado em Letras pela UFRJ, recebeu o prêmio Jabuti por seu livro de estréia, Collapsus Linguae (1991). O poeta e editor é também autor de outros quatro livros, dentre os quais se destacam Sob a noite física (1996) e Sublunar, uma antologia lançada em 2001 que reúne uma seleta de 10 anos de produção do autor. Desde 1997, Carlito é também um dos editores da revista Inimigo Rumor, e coordena a coleção de poesia Ás de Colete, fruto de uma parceria entre as editoras Cosac Naify e 7 Letras.O poeta Heitor Ferraz é o responsável pelas dicas culturais desta semana.
O sonar traz uma adaptação sonora do poema “Santa Tereza”, da poeta carioca Ligia Dabul, e “A rosa púrpura do Cairo”, do poeta Fábio Weintraub.
A trilha do programa apresenta trechos das canções “A cidade”, “Cariocas” e “Canção por acaso”, todas do CD Marítimo, de Adriana Calcanhoto.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
PROGRAMA Nº 15
Este programa traz uma entrevista com Heitor Ferraz Mello, que é poeta, jo
No quadro das dicas culturais, confira as sugestões da poeta e pesquisadora Annita Costa Malufe .
O sonar traz adaptações sonoras do poema “Delírio”, de Reynaldo Damázio, e “vento”, de Carlito Azevedo.
PROGRAMA Nº 14
Nossa entrevistada é Annita Costa Malufe. Paulistana, nasceu em São Paulo, em 1975. É doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com o ensaio Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar (SP, Annablume/Fapesp, 2006).
Seus poemas encontram-se publicados em Fundos para dias de ch
uva (RJ, 7Letras, Coleção Guizos, 2004) e Nesta cidade e abaixo de teus olhos (RJ, 7Letras, 2007), além de antologias, sites e revistas literárias.Desde 2004 realiza com o compositor Silvio Ferraz o trabalho poema-em-música (leitura de poemas com processamento eletrônico em tempo real) que já foi apresentado em diversos lugares, como Sesc (de Santos e Vila Mariana, SP), Sesi/Fiesp, Centro Maria Antonia (USP), Encuentro de Compositores de Chile, Bienal de Mato Grosso (Cuiabá), auditórios da UFAL (Maceió) e UFBB (João Pessoa), Espaço Oi Futuro (Rio de Janeiro), Espaço Cultural CPFL (Campinas, SP), entre outros.
No quadro das dicas culturais, temos as sugestões do poeta e tradutor Rodrigo Garcia Lopes.
O sonar apresenta duas adaptações sonoras: a primeira, do poema “Luz”, de André Dick, a segunda, de um poema sem-título de Heitor Ferraz.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
PROGRAMA Nº 13
Nossa entrevista neste programa é com o poeta e tradutor Rodrigo Garcia Lopes. Ele nasc
eu na cidade de Londrina (Paraná). Formado em Jornalismo, trabalhou em diversos jornais e veículos literários. De 1990 a 1992 viveu nos Estados Unidos, onde realizou o mestrado e entrevistou intelectuais e artistas, como Allen Ginsberg, Charles Bernstein e Marjorie Perloff, entre outros. Dessas entrevistas resultou o livro Vozes & Visões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje (Iluminuras:1996). Entre seus livros de poemas, destacam-se Solarium (Iluminuras:1994), Polivox (Azougue: 2001) e Nômada (Lamparina: 2004). Polivox é também o nome do CD que reúne composições e poemas musicados por Rodrigo, que é tradutor de poetas como Sylvia Plath, Whalt Whitman e Rimbaud. Mantém o blogue http://estudiorealidade.blogspot.com/. No quadro das dicas culturais, temos as sugestões da poeta e letrista Alice Ruiz.
O sonar apresenta uma adaptação sonora do poema Maus lençóis, de Ruy Proença.
A trilha do programa inclui faixas do CD Polivox, de Rodrigo Garcia Lopes, e um trecho de O Superman, música de Laurie Anderson.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
PROGRAMA Nº 12

Alice Ruiz / Foto: Lucila Wroblewski
Nossa entrevistada no décimo segundo Ondas Literárias é a curitibana Alice Ruiz. A poeta já publicou diversos livros, como Navalhanaliga (1980), Vice versos (1988, que recebeu o prêmio Jabuti de poesia em 89) e Yuuka (2004). Também se dedicou à tradução e à divulgação do haicai em livros como Dez Haiku (1981) e Céu de Outro Lugar (1985). Como letrista, Alice tem parcerias com diversos músicos, como Arnaldo Antunes, Ceumar, Zé Miguel Wisnik e Zeca Baleiro. Em 2005 lançou seu primeiro CD, Paralelas, em parceria com a cantora e compositora Alzira Espíndola.No quadro das dicas culturais, temos as sugestões da poeta e tradutora Virna Teixeira.
O sonar apresenta a faixa "Ítaca", do CD Polivox, de Rodrigo Garcia Lopes, que irá conversar conosco no próximo programa.
A trilha do programa inclui as faixas "Ladainha" e "Reza em Fá" ,do CD Paralelas, e também trechos das músicas "Socorro" (parceria de Alice Ruiz e Arnaldo Antunes), "Sem receita" (parceria de Alice Ruiz e José Miguel Wisnik) e "Milágrimas" (parceria de Alice Ruiz e Itamar Assumpção).
sexta-feira, 16 de maio de 2008
PROGRAMA Nº 11
ga
A entrevistada de nosso décimo primeiro programa é Virna Teixeira. A poeta e tradutora nasceu em Fortaleza e mora em São Paulo há vários anos, onde trabalha como neurologista. Publicou dois livros pela 7Letras, Visita (2000) e Distância (2005). Colabora com várias revistas de poesia e periódicos. Virna mantém o blogue Papel de Rascunho.

A entrevistada de nosso décimo primeiro programa é Virna Teixeira. A poeta e tradutora nasceu em Fortaleza e mora em São Paulo há vários anos, onde trabalha como neurologista. Publicou dois livros pela 7Letras, Visita (2000) e Distância (2005). Colabora com várias revistas de poesia e periódicos. Virna mantém o blogue Papel de Rascunho.Nas dicas culturais, confira as sugestões de Ademir Assunção.
E no quadro sonar, apresentamos a adaptação sonora de um poema de Ronald Polito, "Bem, nem a sós", do livro Terminal (2006).
E no quadro sonar, apresentamos a adaptação sonora de um poema de Ronald Polito, "Bem, nem a sós", do livro Terminal (2006).
A trilha do programa inclui trechos das seguintes músicas: 1)"O outro", poema de Mário de Sá Carneiro musicado por Adriana Calcanhoto, 2) "The story", música de abertura do filme "Um beijo roubado", de Wong Kar-Wai, interpretada por Norah Jones, 3)"Mull of Kintyre", em versão do CD Best of Highlands e 4) "Sheela Na Gig", composta e interpretada por PJ Harvey. O programa também traz trechos de diálogos dos filmes "Trainspotting", de Daddy Boyle, e "8 femmes", de François Ozon.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
PROGRAMA Nº 10
Nosso e
ntrevistado é o poeta, letrista e jornalista Ademir Assunção. Ademir nasceu em Araraquara (SP), em 1961, e se formou em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina. Como jornalista, trabalhou em diversos veículos como O Estado de São Paulo, Folha de Londrina e a Folha de São Paulo. Publicou os livros de poesia LSD Nô (1994), Cinemitologias (1998) e Zona Branca (2001), e o livro de prosa A máquina peluda (1997). Tem também várias parcerias musicais, algumas que estão Nas dicas culturais, quem nos dá suas sugestões é o poeta Ronald Polito.
Errata: no quadro sonar do programa 9, anunciamos a música “Fundamental”, mas tocamos a música “Sabiá” (Chico Buarque/Tom Jobim), executada por Paula e Jaques Morelenbaum junto com o músico japonês Ryuichi Sakamoto. Vamos, neste programa sim, ouvir a faixa que é fruto de uma parceria da cantora e compositora Alzira Espíndola com a poeta e letrista Alice Ruiz.
A trilha deste programa conta com as faixas "Nada demais" e "O coisa ruim", do CD Rebelião na Zona Fantasma, de Ademir Assunção, e a música "Tchori tchori", de Marlui Miranda e Uakti.
A trilha deste programa conta com as faixas "Nada demais" e "O coisa ruim", do CD Rebelião na Zona Fantasma, de Ademir Assunção, e a música "Tchori tchori", de Marlui Miranda e Uakti.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
PROGRAMA Nº 9
Para este programa, entrevistamos Ronald Polito. Ele nasceu em 1961, na cidade mineira de Juiz de Fora. Além de poeta, Ronald é tradutor, editor e historiador, e publicou diversos livros sobre história e política. No Brasil, foi professor na Universidade Federal de Ouro Preto, e, no Japão, lecionou na Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio. Dentre seus seis livros de poemas, destacam-se Solo (7Letras, 1996), Intervalos (7Letras, 1998) e De passagem (Nanquim Editorial, 2001).Quem nos dá as dicas culturais é o poeta Paulo Ferraz.
No quadro sonar, a faixa apresentada foi “Sabiá”, composta por Tom e Chico, e interpretada por Ryiuchi Sakamoto, Jaques e Paula Morelembaum.
A trilha sonora do programa traz trechos de músicas de Haruomi Hosono, Ryiuchi Sakamoto, Claude Debussy e Tom Jobim e Chico Buarque.
PROGRAMA Nº 8
Para ouvir, clique aqui.
Em nosso oitavo programa o entrevistado é o poeta Paulo Ferraz. Ele nasceu no Estado do Mato Grosso em 1974. É bacharel em Direito e mestre em Teoria Literária. Publicou Constatação do óbvio (1999), De novo nada (2007) e Evidências pedestres (2007) pelo selo Sebastião Grifo, que fundou com os poetas Matias Mariani e Pedro Abramovay. Foi também um dos editores da revista Sebastião, pelo mesmo selo e dedicada a fomentar o debate acerca da poesia brasileira contemporânea. Tem poemas publicados nas antologias Paixão por São Paulo - antologia poética paulistana, organizada por Luiz Roberto Guedes (São Paulo: Terceiro Nome, 2004) e Antologia Comentada da Poesia Brasileira do Século 21 (São Paulo: Publifolha, 2006), organizada por Manuel da Costa Pinto.
Nas dicas culturais, quem nos dá suas sugestões é o poeta Ricardo Aleixo.
No quadro sonar, confira o poema "Querência", de João da Cunha Vargas, musicado por Vitor Ramil. O trabalho faz parte de seu CD Longes (2004).
A trilha incidental do programa conta com trechos da música composta por André Abujamra ”O mundo”, interpretada por Ney Matogrosso e Pedro Luís & a Parede.
Querência
Deixei a velha querência
Saí de lá mui novinho
Com tabuleta ao focinho
E a marca já descascada
Ponta da cola aparada
Sinal de laço ao machinho
Por estes campos afora
Deste Rio Grande infinito
De pago em pago ao tranquito
Repontando o meu destino
Do campo grosso pro fino
Fui me criando solito
Angico, Mariano Pinto
Picada onde me criei
Por tudo ali eu andei
Bebendo e jogando a tava
Bem montado sempre andava
Corri carreira e dancei
Cruzei picadas escuras
Prum baile ou jogo de prenda
Derrubei porta de venda
Pra tomá um trago de canha
E esporeei boi na picanha
Em tudo que foi fazenda
O que viesse eu topava
Serviço, festa ou peleia
Cortei muita cara feia
De indiozito retovado
E amancei muito aporreado
Com pé-de-amigo e maneia
Um dia me deu saudades
E eu fui rever o meu pago
Sentir da china o afago
E o vento frio do pampeiro
No coração caborteiro
Do meu peito de índio vago
O tempo passou, lá se foi
E eu não queria que fosse
Tudo pra mim terminou-se
Nem eu sou mais o que era
A estância virou tapera
E o que era xucro amansou-se
E hoje só o que me resta
É o pingo, o laço e o pala
Pistola, só com uma bala
E a estrada pra bater casco
No cano da bota um frasco
E um fiambrezito na mala!
(João da Cunha Vargas)
Querência
Deixei a velha querência
Saí de lá mui novinho
Com tabuleta ao focinho
E a marca já descascada
Ponta da cola aparada
Sinal de laço ao machinho
Por estes campos afora
Deste Rio Grande infinito
De pago em pago ao tranquito
Repontando o meu destino
Do campo grosso pro fino
Fui me criando solito
Angico, Mariano Pinto
Picada onde me criei
Por tudo ali eu andei
Bebendo e jogando a tava
Bem montado sempre andava
Corri carreira e dancei
Cruzei picadas escuras
Prum baile ou jogo de prenda
Derrubei porta de venda
Pra tomá um trago de canha
E esporeei boi na picanha
Em tudo que foi fazenda
O que viesse eu topava
Serviço, festa ou peleia
Cortei muita cara feia
De indiozito retovado
E amancei muito aporreado
Com pé-de-amigo e maneia
Um dia me deu saudades
E eu fui rever o meu pago
Sentir da china o afago
E o vento frio do pampeiro
No coração caborteiro
Do meu peito de índio vago
O tempo passou, lá se foi
E eu não queria que fosse
Tudo pra mim terminou-se
Nem eu sou mais o que era
A estância virou tapera
E o que era xucro amansou-se
E hoje só o que me resta
É o pingo, o laço e o pala
Pistola, só com uma bala
E a estrada pra bater casco
No cano da bota um frasco
E um fiambrezito na mala!
(João da Cunha Vargas)
PROGRAMA Nº 7
Em nosso sétimo programa o entrevistado é o mineiro Ricardo Aleixo. Nascido em Belo Horizonte, no ano de 1960, é poeta, artista visual e sonoro, compositor, performador, ensaísta e professor de Design Sonoro na Universidade Fumec. Publicou, entre outros, os livros Trívio e Máquina Zero. É um dos poetas presentes na antologia Esses poetas – Uma antologia dos anos 90 (Aeroplano, 1998). Como solista ou integrante da Cia. SeráQuê? e do Combo de Artes Afins Bananeira-ciência, já se apresentou na Argentina, na Alemanha, em Portugal, na França e nos EUA. Desde julho de 2007 concentra suas atividades de criação e pesquisa no LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo), onde também oferece oficinas, cursos e aulas particulares nas áreas em que atua. Mantém o blog http://www.jaguadarte.blogspot.com/.
Nas dicas culturais, quem nos dá suas sugestões é o poeta Fabio Weintraub.
O quadro sonar traz esta semana a adaptação sonora - feita por Rafael Agra sobre a leitura de Celso Borges - do poema “de uma crítica publicada num suplemento cultural de domingo”, do livro Evidências Pedestres, de Paulo Ferraz.
A trilha incidental do programa conta com trechos das seguintes músicas: 1)”1 x 0”, de Pixinguinha, 2) "Fio maravilha", de Jorge Bem e 3) Prélude à l’après midi d’un faune, de Claude Debussy.
DE UMA CRÍTICA PUBLICADA NUM SUPLEMENTO CULTURAL DE DOMINGO
I. (o artista : um retrato)
A estréia de J.G.C. aos
32 anos, na quinta-
feira, é a certidão de nasci-
mento de um artista em dia com as
demandas de nosso tempo.
Tendo, nos últimos 12
se dedicado a oficinas,
cursos, viagens e visitas
a exposições, sua obra pôde es-
perar o momento certo
para eclodir, não sofrendo
da habitual ingenuidade
que caracteriza todos
os dublês de Duchamp, pois o
seu domínio sobre o espaço e
sobre a matéria é absoluto,
bem como sua força suges-
tiva, tanto que estimula
sensações inexistentes
em um público pouco ou nada
familiarizado com a
realidade que retrata.
II. (o artista : depoimento)
Estudei dos 20 aos 30
na Europa, tempo de intenso a-
prendizado, mas só conto os
dois anos depois da volta, es-
senciais para a concreção do
meu estilo, pois passei longos
meses nas ruas e favelas,
freqüentei cortiço, abrigo e
bueiro, conheço essa gente
pelos nomes, inclusive
seus cachorros, cheguei mesmo a
me sentir igual a eles.
III (a obra : o conceito)
Foi essa bizarra experiência
que lhe permitiu trazer à
galeria sacos e sacos
de latinhas de alumínio,
pilhas de papelão (os quais o
público pode tocar) e
duas carroças que estão livres
para quem quiser puxá-las.
A cena é um divertimento à
parte: há muito riso, já que
nem sempre os músculos das a-
cademias são aptos para
vencer os quilos de entulho. As
demais obras aprofundam-
se nesse universo excluído:
bancos (camas) de concreto
salpicados de excrementos,
panos puídos pendurados,
secando ao sol (um holofote) --
fachos que atravessam os furos
criam uma trama no espaço
--, cobertores embebidos
em querosene na espera
de um fósforo e, o principal, um
barraco inteiro, legítimo,
no qual entram dez pessoas de
cada vez. Lá: colchões velhos,
recortes tampando as frinchas
das paredes (o olho atento a-
qui diferencia as texturas
de cada, das tantas, tábua),
panelas com restos pelos
cantos e roupas imundas --
tudo bastante insalubre. A
visita não dura mais que
dois minutos, e é tão real que
na estréia alguns vomitaram.
J.G.C esperava o
vômito de quem, como ele,
não sabe o que é o inabitável.
V (nota final)
Os antigos moradores
foram com justiça pagos
pelo barraco e por tudo
que eles tinham, inclusive as
roupas, podendo a família
toda regressar ao mato
do qual os coitados nunca
deviam ter posto o pé fora.
Se você ficou curioso,
mas crê que toda a sujeira
pode te macular, saiba
que os monitores do evento
num átimo providenciam a
completa assepsia de todos
logo que se sai da sala.
(ah, o vinho era de ótima safra)
(Paulo Ferraz)
PROGRAMA Nº 6

O entrevistado de nosso sexto programa é o poeta paulistano Fabio Weintraub. Nascido no ano de 1967, formou-se em Psicologia pela Universidade de São Paulo, onde cursa atualmente o mestrado em Teoria Literária. Publicou três livros de poemas: Sistema de Erros (1996), vencedor do Prêmio Nascente em 1994; Novo Endereço (2002), que recebeu dois prêmios - Cidade de Juiz de Fora e Casa de las Americas; e baque (2007), que foi feito com o apoio de uma bolsa da Secretaria de Cultura de São Paulo. Fabio também atua como crítico literário e editor.
Nas dicas culturais, confira as sugestões de Marcelo Montenegro, que já foi entrevistado em nosso programa.
No quadro sonar, apresentamos os seguintes trabalhos: uma adaptação sonora do poema "paizinho", do livro inédito Mateus, de Priscila Figueiredo; e um audiopoema de Ricardo Aleixo.
A trilha incidental do programa conta com trechos das seguintes músicas: 1) "Seguimi", de Cesare Picco; 2) "o buraco do espelho", de Arnaldo Antunes; e 3) "Castle Dance ", de Cesare Picco.
Paizinho
Paizinho
se aconchegue a mim
não pensemos no passado
no mundo passado
Você é minha criança
também senti a torpeza lá fora
também corri ao abrigo
...
Você tem esta ferida?
E esta outra aqui?
Pare de lutar
sua cabeça está branca
Há um mercado aqui perto
onde se compra barato
Largue o corpo --
o que você disser
eu também direi
se aconchegue a mim
não pensemos no passado
no mundo passado
Você é minha criança
também senti a torpeza lá fora
também corri ao abrigo
...
Você tem esta ferida?
E esta outra aqui?
Pare de lutar
sua cabeça está branca
Há um mercado aqui perto
onde se compra barato
Largue o corpo --
o que você disser
eu também direi
(Priscila Figueiredo)
PROGRAMA Nº 5

Em nosso quinto programa, confira a entrevista com Marcelo Montenegro. Ele é natural de São Caetano do Sul, e nasceu em 1971. Publicou o livro de poemas Orfanato Portátil (Atrito Art Editorial, 2003) e, ao lado dos músicos Marcelo Schevano, Flavio Vajman, Marcello Amalfi e Fábio Brum, criou o espetáculo “Tranqueiras Líricas”. Em 2006 integrou o “A(u)tores em Cena”, do Itaú Cultural, com escritores contemporâneos sendo dirigidos por diretores de teatro. É roteirista, editor de vídeo e membro do grupo de teatro Cemitério de Automóveis, no qual opera luz e sonoplastia.
Nas dicas culturais, confira as sugestões de Donizete Galvão, nosso entrevistado da semana passada.
No quadro sonar, apresentamos dois poemas: o primeiro deles é “A árvore no sonho”, trabalho inédito do poeta e editor Francisco dos Santos. O segundo deles, é “Gerenciamento anti-stress”, do livro Novo endereço (2002), de Fabio Weintraub.
A trilha incidental do programa conta com trechos das seguintes músicas: 1) "Próxima encarnação", de Itamar Assumpção e Naná Vasconcelos; 2) ""Filho de Santa Maria", de Itamar Assumpção e Paulo Leminski; e 3) "Quando ", de Roberto Carlos.
a árvore no sonho
a árvore no sonho
dentro dele as coisas que entram pelo olho misturam-se às coisas amorfas
sua mãe vem em sua direção e nunca acaba de chegar
retira da árvore um filhote gordo, branco, contempla-o em sua desgraça de pássaro
depois volta-o as ramas rendadas de escamas
sua mãe vem em sua direção e nunca acaba de chegar, ela tem dois rostos e se debate
entre as ramas uma cobra se move lentamente, como ferrugem, como olhos carcomidos
sai de sua boca um navio, todos os mastros quebrados
(Francisco dos Santos)
Gerenciamento Anti-Stress
Imagine um córrego
Há pássaros cantando
e o vento fresco da montanha
no céu de um azul limpíssimo
Aqui nada pode aborrecê-lo
Ninguém alcança esse lugar secreto
sem passagem para o mundo
A queda d'água
enche o ar de sons gentis
A água é transparência absoluta
Agora, sim, pode-se ver o rosto
daquele cuja cabeça
você comprime sob a água
(Fabio Weintraub)
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